sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

"For us, eating and being eaten belong to the terrible secret of love. We love only the person we can eat. The person we hate we ‘can’t swallow.’ That one makes us vomit. Even our friends are inedible. If we were asked to dig into our friend’s flesh we would be disgusted. The person we love we dream only of eating. That is, we slide down that razor’s edge of ambivalence.
The story of torment itself is a very beautiful one. Because loving is wanting and being able to eat up and yet to stop at the boundary. And there, at the tiniest beat between springing and stopping, in rushes fear. The spring is already in mid-air. The heart stops. The heart takes off again. Everything in love is oriented towards this absorption.

At the same time real love is a don’t-touch, yet still an almost-touching. Tact itself: a phantom touching.


Eat me up, my love, or else I’m going to eat you up.


Fear of eating, fear of the edible, fear on the part of the one of them who feels loved, desired, who wants to be loved, desired, who desires to be desired, who knows there is no greater proof of love than the other’s appetite, who is dying to be eaten up, who says or doesn’t say, but who signifies: I beg you, eat me up. Want me down to the marrow. And yet manage it so as to keep me alive. But I often turn about or compromise, because I know that you won’t eat me up, in the end, and I urge you: bite me.


Sign my death with your teeth"


- H.C.


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

O que nós sabemos

Mas eu só quero beber e andar enquanto sinto minha alma que sangra e deixa rastros por onde eu passo.
E eu corro tentando fugir desse peso que me assombra mas não consigo empurrá-lo para longe.
O tempo corre e está prestes a se esgotar enquanto a realidade nos ata as mãos e os pés. É como correr debaixo d'água. Em uma corrida comprada.
Qual o sentido de correr se o resultado já está determinado?
Se o carrasco já prendeu a respiração, só podemos aguardar.
Queria dormir, dormir por quatro ou cinco anos ininterruptos, mas eles não nos permitem, isso eles não nos permitem.
E a minha respiração também está presa em expectativa, corremos e fugimos em um labirinto sem saída. Ajoelhamos e oramos para algo transcendental que nem sabemos se existe. Deitamos e choramos por uma realidade dura e fria.
Mas disso sabemos,
pelo menos isso nós sabemos.
Acho que preferia não saber.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Queimem as Bruxas..

e nós vos queimaremos de volta

Minhas ancestrais sussuram.
Somos todas bruxas. Perseguidas, caçadas, torturadas, queimadas.
Nós que, por sermos diferentes, atentávamos contra o padrão transcendental exigido.
Nós que ameaçavamos seu sistema de abusos, absurdos e domínio sobre tudo e todos.
Mas não sobre nós.
Nunca sobre nós.
E ainda hoje nos caçam e nos queimam em fogueiras, de forma mais ou menos literal.
Mas a essência é a mesma. Ela não muda, nunca mudou.
Nós somos as bruxas do passado do presente e seremos do futuro. Porque não nos curvaremos perante eles. Nossas antepassadas não o fizeram, e nós honraremos sua memória. Seremos queimadas nas mais diversas fogueiras por sermos quem somos. Seremos perseguidas por não nos submetermos. Mas nos reergueremos. 
Lutaremos juntas.
Lutaremos até o fim.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

A humanidade é desumana, ou quem sabe humana demais, talvez por isso seja necessário haver um Setembro amarelo

Não me era possível imaginar tamanha frieza. Pessoas assim não sentem e eu não consigo entende-las, porque eu sinto, sinto muito.
Sinto tanto que sinto por eles e sinto muito pelo resto do mundo que sente.
Um soco, dois chutes e tudo certo. Talvez uma escarrada só para completar o serviço.
E nós assistimos à televisão sentados em nossos sofás, enquanto o mundo se degrada e corrompe a todos,
Um a um.
Haveria de se culpar quem se deixa corromper? Ou ainda os que não resistem e desistem?
Eu não os culpo, como poderia?
Mas a porta que se fecha e a luz que se apaga diante dos olhos mais serenos, são apenas uma demonstração do que está por vir.
Aquela escada que nunca acaba contra o tempo que nunca basta. Nos tira a todos a esperança.
E a lâmina nas mãos e a garrafa de vinho barato selam o desejo íntimo escondido a sete chaves.
Não me deixe cair, por favor, não me deixe cair.
Daqui de cima vejo as luzes,
lá em baixo elas se apagam.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Minha deusa me resguardou, com seu 1.65/7, de tudo o que não está aqui


Mas essa deusa de um metro e sessenta e cinco/sete, 
que me escreve 
mas nunca me mostra, 
e que vem, não importa a hora, 
só pra me ver, 
e eu caminho por horas, 
só para vê-la 
e que me beija a testa, 
a boca 
e o corpo. 
bem, há nela o suficiente para ser agarrado 
e eu me agarro toda nela, 
puxo-lhe a cabeça para trás 
pelos cabelos de loopings infinitos

depois nos deitamos enlaçados como vinhas humanas 
seu braço esquerdo debaixo da minha cabeça, 
seu braço direito sobre o lado do meu corpo, 
aferro-me às suas mãos, 
Teu corpo nu no meu
Teu toque quente na minha pele fria
Quando nos entrelaçamos, pés e braços. parecemos um desenho de Yin-Yang.
E as galáxias nas tuas coxas,
junto com as marcas na minha carne.
Aquele desejo que me corta de beijar teus seios.
De te sentir comigo
de me sentir em ti.
Minhas mãos nos teus cabelos,
Tuas mãos nas minhas coxas
minha boca nos teus seios,
e a tua que começa na minha, passa pelas minhas clavículas, desce até a minha cintura
e só para quando encontra o nirvana.
e através de nós, 
no escuro 
passam raios pra lá e pra cá pra lá e pra cá até que eu desfaleça e nós durmamos. 

ela é selvagem 
mas dócil 
minha deusa de um metro e sessenta e cinco, 
faz-me rir a risada do mutilado que ainda precisa de amor,
e seus olhos abençoados fluem para o fundo de sua cabeça como nascentes na montanha ao longe nascentes frescas e boas. 
ela me resguardou de tudo o que não está aqui.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Algumas palavras tem os sentidos mais diversos imagináveis

Se eu dissesse que não controlo minha mente, ela que me controla, estaria sendo paradoxal? Uma vez que nossa mente somos nós e nós somos nossa mente, seria possível nos separar dela?
Mas eu repito, amor é tudo aquilo que dissemos que não era, ou quase tudo. E no escuro me vejo, enquanto te espero na hora morta, percebo que a culpa nunca foi de ninguém, nem sei se há algo a se culpar. A necessidade humana de enfiar a culpa em alguma alma alheia é tamanha que ultrapassa os limites da razão e da decência. Mas que diabos é mesmo essa tal de decência? Porque, particularmente, me recuso a aceitar os conceitos pré-concebidos que ensinam por ai.
Uma queda brusca de energia em meio a um texto me soa indecente.
Uma construção que obstrui uma paisagem, soa indecente.
O excesso de luzes e prédios cinza e sem vida que impedem de enxergar as estrelas à noite e a falta de bosques nessa cidade, me parecem extremamente indecentes.
Acho que escreverei um livro, sobre coisas indecentes, ou sobre os conceitos tão errados que as pessoas mais velhas ensinam às mais novas, que quando se tornam velhas ensinam também, e criam esse ciclo vicioso de ignorância e indecência. Acho que gostei desta palavra. O livro provavelmente ficará juntando poeira na estante da livraria caso o funcionário que cuida dela seja meio indecente.
Mas tudo bem, escreverei mesmo assim só pelo prazer ou pela necessidade, e se uma única alma entender o que eu quero dizer, já me dou por satisfeita em 101%.
É algo raro de se encontrar hoje em dia, alguém que entende, e se estivesse há cem, duzentos ou quinhentos anos atrás, poderia dizer o mesmo. O problema não é o tempo, o problema são as pessoas e o mundo que continua igual mesmo depois de milhares de anos, somente com mais danos ao ambiente e mudanças sutis e superficiais. Se você para pra pensar direito, tudo continua o mesmo.
O mundo é decepcionante, quanto mais você descobre, mais quer descobrir e ai chega aquele momento em que as coisas que você descobriu te consomem e te sufocam como areia movediça, como as nuvens sufocam o céu quando o dia está nublado. E ai você quer esquecer tudo e voltar à visão medíocre e maravilhosa, mas percebe que não dá. Então, por fim, você senta, acende um cigarro, esvazia uma garrafa e espera, ou escreve, ou qualquer coisa que te mantenha longe das pessoas,
e o mais próximo possível da sanidade.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Melifluo

Acendo um cigarro e desço correndo as escadas
na esperança de te encontrar sentada nos degraus a minha espera. 
Pensei ter ouvido a sua voz
mas acho que foi só impressão minha.
Tua voz ecoa na minha cabeça repetidamente 
como aquela música que você não consegue parar de cantar, 
por mais que eu tente, ela não para. 
Mas talvez eu não queira realmente que ela pare de soar, 
porque se não corro o risco da minha sanidade desandar como 
clara em neve com água.
Ela me mostra a luz que até o caminho mais escuro pode ter. 
Essa voz repete meu nome em um tom suave e doce. 

Até que eu possa ir te buscar, 
fico aqui com ela.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

E em meio aos corpos entrelaçados, toques quentes e frios, nossos corpos se movendo, e um beijo que marca o amor, a ternura e o desejo daquele momento.
- me alcance o celular?
- o que?
- o celular.
- tá brincando né?
- não, o celular, por favor?
- pra que quer ele?
- preciso enviar um e-mail.
- agora?
- uhum.
- tá.
E me entregou o celular com a cara fechada. Escrevi o email, enviei para minha própria caixa de entrada, só para ter salvo, e a abracei com todas as minhas forças. Ela ficou brava, mas tudo bem, desde que ela não saiba que, subitamente, foi fonte de inspiração plena de mais um texto. O amor é mesmo uma coisa interessante.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Vontade de Deus

Eu tenho essa coisa, esse sentimento de inverno, que vem sempre que o inverno bate à porta e anuncia sua chegada. Me faz pensar em como as pessoas conseguem ser tão interessadas em tudo, enquanto tudo é tão chato.
Mas eu criei coisas, coisas humanas, mas não menos importantes que as demais coisas humanas.
Uma ideia de Deus, Zarathustra sussurrou ao meu lado, e o céu caiu com mais uma criação humana.
Deus criou o homem e o homem criou Deus, não necessariamente nessa ordem.
Em meio a palavras confusas, há questões existenciais. A vida é como um jogo, você joga os dados para cima, e torce para cair o número certo, se cair, ótimo, se não, paciência. Uns se irritam, outros rezam e torcem, outros somente jogam e assistem. Entenda, as chances nunca estão a seu favor. Não importa se você se concentra, se você suplica, ou se você finge, não interessa quantas vezes você bate à porta, nem em que lugar você senta e pisa, é somente um mecanismo criado para que as pessoas se sintam no controle de suas próprias vidas, para que sintam que podem guiar seus caminhos, e controlar resultados. Enquanto isso, outros preferem simplesmente acreditar no destino, imaginando que nada está sob seu controle, e desse modo não se sentem culpados ou responsáveis pelas drogas que acontecem nas suas vidas. Tudo leva a isso, vontade de Deus. Porque crer é bom, é fácil, especialmente para pessoas subnormais. Nem mesmo exige que não haja contradições, você senta, fecha os olhos, pede e espera, se não der certo, se levanta, joga a culpa em alguém que é sempre justificável e segue da mesma forma. É o paraíso para quem quer viver conforme as pessoas tem vivido na última década, ou século ou milênio. Ou para os que simplesmente habitam estes corpos de forma vazia, se negam a pensar, negam a si mesmos e se recusam a viver.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Já vi mendigos demais com os olhos vidrados bebendo vinho barato debaixo da ponte

Você se senta comigo
no sofá
nesta noite
nova mulher.

você já viu os
documentários
sobre animais carnívoros?

eles mostram a morte.

e agora me pergunto
que animal entre
nós dois
devorará
primeiro o outro
física e
por fim
espiritualmente?

nós consumimos animais
e então um de nós
consome o outro,
meu amor.

enquanto isso
prefiro que você vá
primeiro e do primeiro jeito

se os gráficos de performance passadas
significarem alguma coisa
eu certamente irei
primeiro e do último
jeito."

terça-feira, 26 de julho de 2016

Dizzying realness

We should write on the same way that we dream. 
Because when we dream, we are honest. 
No lies. 
Cause if we start to think, we realize that we build our all lives upon lies. 
We should live as we dream. 
No fear, no shame. 
Accepting and facing our human mistakes. 
Embracing. Improving.
We should write as we dream. 
Write ourselves on a piece of kraft or white paper. 
Because on dreams we face the truth and we face our fears. 
Our true dizzying nature. 
But also, 
on dreams we are more real than on this cold reality.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Estado Onírico

Mas em minha mente, a linha entre realidade e fantasia é tão tênue que as confundo. Será que aquelas palavras foram reais? Aquele cenário realmente existiu? ou minha mente mais uma vez me prega peças?
O prazer em imaginar fantasias consome. Como podem ser chamados de loucos os que preferem viver em seus próprios universos e fantasias, enquanto os que se satisfazem na realidade dura e fria são considerados sensatos?
Descabido momento no qual a pertinência consome como um buraco negro que devora mundos.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Ponto de Fuga

Há um exato ponto, entre o horizonte e o oceano
No qual uma imaginária neblina afugenta o corpo;
Um ponto o qual os olhos são incapazes de alcançar,
De vislumbrar;
Um ponto de fuga;
Você é como um barco, navegando rumo ao horizonte;
Desaparece,
Como se nunca houvesse existido;
Ressurge,
Como se nunca houvesse se ausentado;
É onde me encontro, onde me perco;
Meu ponto de fuga.






quinta-feira, 16 de junho de 2016

Erynis

Como um rio no qual correm lágrimas
Um vale de sofrimento, dor e escombros.
Um sem ser" tamanho, que envenena.
A falta de perspectiva desanima. O desanimo intoxica.
Ninguém nunca sabe o quão difícil se torna levantar da cama e viver.
Vida e morte.
Passado, presente, futuro.
A luz adentra pela fresta da janela, acaricia minha pele.
Os espiritos da floresta me chamam para dançar.
Na floresta padeço? Revivo.
Respiro.
No meu reino o mundo me toca de formas diferentes.
Lá me permito viver, morrer, renascer.
Não tema, não pergunte, se for bem vindo, sentirá.
Se não sentir, não permaneça.
Cada ser que habita meu reino caminha ao meu lado,
e atende ao meu chamado.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Heroína

Um objetivo de vida sempre foi ser feliz, o da maioria das pessoas é, claro, mas alguns levam isso bem a sério, velas de aniversário, cílios, placas de carro, estrelas, ondas do mar. 
E repete-se: 
felicidade, 
felicidade, 
felicidade... 
Nada mais natural ao decurso da vida, mas às vezes chega aquele momento em que se pensa, será que esse é um objetivo de vida? 
Para que servem metas se fazemos planos e mais planos somente para que a vida os desfaça na nossa cara. Se subimos tão alto, só para ser maior a queda. 
A felicidade plena é realmente necessária? Ou melhor, ela realmente existe, ou é um mito criado para as crianças pararem de pedir presentes caros para os pais, 
ou milagres imediatos para Deus? 
Fica bem mais fácil, não? Jogar tudo para um propósito de vida que nos atrai à essa busca incessante por felicidade plena e paz duradouras. 
Sem nem ao menos saber se realmente existe. Alguém já chegou lá? Alguém sabe como é? 
A felicidade, assim como a tristeza, são drogas viciantes, que disputam os nossos corpos e mentes como os narcóticos disputam pelos viciados, ou como dois viciados disputam pela última pedra de crack. 
Na tristeza, quando se entra, entorpece, e se torna quase impossível sair. 
E a felicidade, ah, essa é ainda mais tóxica e cruel, ela é como heroína se apresenta em pequenas doses, e nos faz dar tudo, absolutamente tudo, em troca de um pouco mais, e nós damos tudo, na esperança de que a sensação seja plena e duradoura.
O mundo em que vivemos não permite que nenhum exista plenamente, em toda felicidade há tristeza, e em toda tristeza há enlevo. 
Mas se não podemos parar, que faremos, então? Lutaremos por propósitos plenos e fantasiosos, ou nos deixaremos cair em realidade dura e funda? Enquanto o relógio ecoa ao fundo: tic tac tic tac. Se atente. 
Neste mundo possível, não há resposta para essa pergunta.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Retrato de guerra

desfastio de Ares





Eles saem para passear a noite.
Os fantasmas das florestas, das rodovias, das pontes, das ruelas etruscas, dos campos de guerra, das trincheiras, da senzala, da Alemanha, Rússia, China, de Esparta, de Tróia, da Terra Média, do fundo do mar, de trás das nuvens, dos meus ancestrais, das casas, das mentes, das memórias de cada um.

Índios, escravos, judeus. As mulheres de Atenas.
Cada ser que já pisou nessa terra regada a sangue carrega, ainda intrínseco à si, alguma dor.
Qualquer que seja, quaisquer que sejam.
Dores físicas, extra físicas, psíquicas.
A perda de um amigo, uma mãe, um pai, um filho, um amor, 
ou ainda, a perda de si.

A dor de um corte, um tiro, um açoite, fogo na carne, gelo no sangue ou no peito, de um amor perdido, não respondido, nunca sentido, não esquecido. 
De cada abandono, desprezo, humilhação e hostilidade, 
De cada sofrimento assistido
de uma memória que te assola a alma.

As lágrimas já derramadas por cada criatura já vivida, 
renderiam um oceano inteiro.

Um retrato mostra os olhos, mas o que esses olhos guardam? O que eles já viram?

Um retrato realista? 
Dorian Gray


Eles saem para passear a noite, 
caminham sob a luz da lua, ou sob luz nenhuma. 
Faça estrelas, faça chuva. 
Eles dançam na escuridão e você sabe disso, você sente cada movimento, e eles sabem onde você está, sabem onde te encontrar. 
Sabem como machucar, cortar, sangrar, perturbar, adoecer.
Eles sabem te deixar no chão.
Conquanto não se preocupe, eles não sabem como matar. 
Mas eles sabem te afundar tão baixo 
que você mesmo seria capaz de fazê-lo.



domingo, 24 de janeiro de 2016

Em termos francos..


 Sou covarde

..ovarde
...varde
....arde
E arde
Arde tanto que
desespera,
enlouquece,
deprime.
Arde como uma queimadura
Ferro quente na pele delicada
Como ácido numa ferida aberta
Mais que sabão no olho quando se tem dois anos.









segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Doesn't matter where I am...

where we are.
                                 Definitively..




You are my home.




¨..e se tudo acabar, a gente recomeça.¨
-Holmes, S.